domingo, 17 de maio de 2009

SAMBAS ANTIGOS: VERDADEIRA MÚSICA CRIATIVA

Durante os anos de faculdade tive oportunidade de conhecer pessoas com uma preciosa cultura musical, principalmente em questões de música brasileira e erudita. Foi um destes amigos que um dia me disse em meio a risos: "tem esse compositor brasileiro que escreveu uma música assim: 'as mariposa quando chega o frio, fica dando vorta em vorta (sic) da lâmpida pra se esquentar, ela roda, roda roda depois se senta, em cima do prato da lâmpida pra descansar'". Fiquei curiosíssima, quem canta um troço engraçado desse? No outro dia ele me volta com uma coletânia: Adoniran Barbosa. Foi um choque, em meio ao um monte de bandas brasileiras de segunda linha, nunca tinha ouvido uma música tão engraçada, criativa, e que verdadeiramente expressava a cultura brasileira: a cultura da vila, dos morros, do trabalhador, da vida amorosa de esquina. Daí em diante conheci Cartola, Noel Rosa, Zé Ketti e outras preciosidades. Foi ouvindo estes sambas que eu aprendi a gostar da música brasileira e acabei chegando a conclusão de que em termos de música popular, o Brasil é imbatível. ANTOLÓGICO!!

Vê se não dá  pra rir com uma letra assim: Mulher Indigesta (Noel Rosa) - Aviso: feministas fora!!

Mas que mulher indigesta!(Indigesta!)
Merece um tijolo na testa
Essa mulher não namora
Também não deixa mais ninguém namorar
É um bom center-half pra marcar
Pois não deixa a linha chutar
E quando se manifesta
O que merece é entrar no açoite
Ela é mais indigesta do que prato
De salada de pepino à meia-noite
Essa mulher é ladina
Toma dinheiro, é até chantagista
Arrancou-me três dentes de platina
E foi logo vender no dentista

Aqui, o grande Adoniran Barbosa e seu clássico absoluto: Trem das Onze

quarta-feira, 6 de maio de 2009

KLAUS KINSKI

Aqueles que leram o post anterior e entenderam minha citação e intenção vão perceber algo muito importante sobre mim mesma: tenho imensa admiração por tipos exóticos, excêntricos. Pessoas que de alguma maneira veceram este mostro chamado normalidade. Como diz o texto do Kerouac citado anteriormente: "as pessoas pra mim são os loucos, loucos para viver, loucos para dizer, loucos para serem salvos...". E então descubro ao acaso este ator polonês/alemão que personifica aquilo que eu chamo de uma personalidade vulcânica, "que queima, queima, como velas romanas amarelas" nas palavras de Kerouac. Klaus Kinski era um terremoto. Atuou em muitos filmes do Werner Herzog (Nosferatu, Cobra Verde, Fitzcarraldo). Os dois viviam em pé de guerra no set, Kinski tinha arroubos de fúria durante as filmagens, mas a relação dois dois perdurou e quando Kinski morreu Herzog fez um documentário "Meu Melhor Amigo" em que mostra cenas destas brigas e presta homenagem a este um louco genial.

Aqui, a introdução do documentário, só pra se ter um aperitivo da "figura" que era Klaus Kinski...

domingo, 19 de abril de 2009

LEITURAS PERIGOSAS II: KEROUAC

Sempre ouvi coisas boas sobre o livro On The Road, do Jack Kerouac. Comentários sobre como o livro inspira o leitor a aventurar-se por alguma experiência diferente da vida comum, mesmo caso de Thoreau, autor/tema do último post. Recebi semana passada a edição de On The Road, comprada em um sebo, edição da Penguin, em inglês. O trecho a seguir me ganhou:

"...because the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawm or say a commomplace thing, but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the centerlight pop and everybody goes "Awww"!"

sexta-feira, 10 de abril de 2009

THOREAU: UM LEITURA PERIGOSA

Se você é no fundo um idealista inveterado, que acha a sociedade uma coisa pérfida, que o ser humano se tornou "um rio poluído" (mas ainda assim confia que há um caminho para a humanidade). Se tem convicção que o Romantismo foi o único grande movimento artístico digno de nota e inveja todos aqueles que incorporaram sua ideologia (o autor supracitado). Se, de vez em quando, dá vontade de colocar uma mochila nas costas e dar uma de Christopher McCandless, então não leia os textos de Henry-David Thoreau. É um conselho, um bom conselho...Só pra comprovar:

"Nunca me senti tão lisonjeado quando no dia que alguém me pediu a minha opinião e prestou atenção no que eu disse [...]Nunca se interessam pela minha carne; preferem a minha casca"
.
"Creio que nada, nem mesmo o crime, se opõe mais à poesia, filosofia e, acima de tudo, à vida, do que essa incessante movimentação dos negócios [...] prefiro aprender as lições de uma escola diferente; não importa pra mim que prazer aquela pessoa ou aqueles governos acaso consigam com seus afazeres"
.
"A maioria das pessoas com quem converso, mesmo homens e mulheres inteligentes, de certa originalidade, apresenta uma visão de mundo inteiramente previsível e seca - como é árido ouvir suas explicações, tão ressecadas que podem pegar fogo."
.
"Vir a este mundo apenas como um herdeiro não é nascer; é ser natimorto"

quinta-feira, 2 de abril de 2009

PJ HARVEY: a song

Não entendo qual é a da Polly Jean Harvey...uma vibe totalmente alternativa, uma música potente, pessoal, mas com umas letras que me matam de rir as vezes. Exemplo, o primeiro verso de Pocket Knife:

Please don't make my wedding dress (Por favor não faça meu vestido de casamento)
I'm too young to marry yet (sou muito jovem ainda pra casar)

Que isso?!! Mais bolero impossível!! Indico o disco Uh Huh Her pra quem ficar curioso (download aqui)

Mas ela é boa, muito boa. Dá uma olhada na performance de Shame ao vivo: ANTOLÓGICO!!

UMA NOVA APOSTA: Michelle Matias

michelleocio Escrevi no post anterior sobre uma promessa do cinema. Agora vou escrever sobre uma promessa da literatura. O pacote é o mesmo: bonita, inteligente, de uma inquietude intrigante... Michelle Matias, ex colega de facul agora se aventura como poeta e este blog não poderia deixar de anotá-lo!. Para comprovar: http://minoocio.blogspot.com/

Aqui, um de seus poemas: digno, muito digno!

Em meus atos há sempre o recato
E tudo que transparece disfarço
Tenho medo do conhecimento mútuo
E muitas vezes prefiro ficar mudo.

O brilho é maior quando não se dividi o mesmo prato
A falta de rotina deixa o céu mais estrelado
O mistério torna tudo mais belo.
Não me apego ao eterno.

Não me controle
Nem tampouco me sufoque
Não me ache em seu domínio

Não sou mulher de um só caminho
Gosto de me perder, para me encontrar.
E não há nada que me faça mudar.



Michelle Matias

terça-feira, 31 de março de 2009

Mia Wasikowska: UMA APOSTA

Já falei dessa atriz: Mia Wasikowska? Não? Então anote este nome porque she will be huge!!! 19 anos e um talento extraordinário! Conheci seu trabalho com o seriado In Treatment (uma maravilha da HBO que vai merecer um post aqui). Pelas entrevistas que já li, é um pacote completo: talentosa, bonita, madura e inteligente: coisa difícil de ver hoje em dia. Por enquanto é só uma aposta, no momento ela está gravando a adaptação de "Alice no País da Maravilhas" com o Tim Burton. Veja só, se o Tim Burton confiou nela.. tem algo muito bom aí!!

Aqui, um trecho da atriz em ação em In Treatment. Uma cena excessivamente dramática é verdade, mas...

domingo, 22 de março de 2009

YALE: EDUCAÇÃO DE PRIMEIRA

logo Há tempos que a Yale University lançou uma iniciativa fantástica: disponibilizar cursos inteiros ministrados na Universidade na internet. Este tipo de coisa me emociona, porque mostra um uso útil da internet pra democratizar certas coisas disponíveis a poucos (vide post anterior). Psicologia, História, Física, e muitos outros cursos introdutórios estão lá, para deleite daqueles que não tem ou nunca terão a oportunidade de por os pés em uma faculdade de referência como esta - Yale está incluída na Ivy League, a meia dúzia de universidades de elite dos EUA. Destaque para os cursos do departamento de Inglês, que inclui um sobre o romance americano desde 1945. Todos eles tem a trasncrição das "lectures", e as opções para baixar o vídeo ou o áudio. Se querem uma dica, façam o download da versão para banda larga dos vídeos, eles vem com legendas (em inglês, claro).

Aqui está o site

ANTOLÓGICO!!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A INTERNET E A DEMOCRATIZAÇÃO DA CULTURA

writersroom No post abaixo, fico sabendo que o site PDL (Projeto Democratização da Leitura) usou a pequena resenha do livro da Marjane Satrapi para "lançar" o download da obra. Bom isso acontecer porque é uma oportunidade pra falar sobre esse tópico: a democratização da cultura na internet.

Umberto Eco, há alguns anos atrás, mostrava-se admirado com facilidade de acesso a informações antes só disponíveis a poucos. Segundo o professor italiano, pesquisas que demandavam horas em bibliotecas ou muito dinheiro em livrarias, agora poderiam ser feitas por qualquer um que tenha por perto uma linha telefônica e um computador. Textos filosóficos em latim, dizia ele, podem ser encontrados com facilidade espantosa. Conscientemente ou não, Eco tocou em um assunto que talvez fosse o grande foco de todas as suas idéias expostas. Quando citou os textos em latim, intrinsecamente ele quis dizer que, conhecimentos antes inacessíveis ao cidadão médio, estão e estarão ao alcance de um click.

O movimento de distribuição e compartilhamento de conteúdo cultural de acesso limitado à maioria das pessoas por meio de blogs e páginas na web é um dos melhores aspectos sociais da Internet. Com “acesso limitado” entenda-se a indisponibilidade de bens culturais só acessíveis e consumidos por elites minoritárias, detentora de poder aquisitivo que lhe permite assistir a óperas e adquirir bons livros.

Cultura não é e nunca foi produto de consumo para todos. Entre as muitas razões para isso é o seu custo. Hoje não se compra um livro de bom conteúdo editorial e bom número de páginas por menos de R$ 40,00, um assalto! Isso implica restrições de público leitor. Por isso, sites, blogs de distribuição, mesmo na beira da ilegalidade (e na verdade o estão), que distibuem esse conteúdo fazem trabalho à la Hobin Wood, ou seja, são ambiguamente heróicos.

Chegamos a um ponto em que, qualquer um pode ter acesso a certos bens de cultura, mesmo que virtualmente, sem gastar 20% do necessário por meios normais. Em termos práticos isso significa o seguinte: o disco com a gravação da 9ª sinfonia de Beethoven regida pelo Herbert von Karajan, com custo de aproximadamente 50 ou 60 reais (na sua maioria, edições importadas), pode ser ouvida e arquivada gratuitamente através da Web ou que o último filme do David Lyinch – que só será exibido em cinemas de grandes cidades – seja assistido por alguém em um canto qualquer do país. O que é isso? Um Crime? É uma revolução.

Alguns sites "revolucionários":

http://pqpbach.opensadorselvagem.org/

http://www.jazzmanbrasil.com/

sábado, 29 de novembro de 2008

Frango com Ameixas: Marjane Satrapi

 frango_com Marjane Satrapi está de volta. Uma história curta, porém simpática e deliciosa como Persepolis, livro anterior de Satrapi lançado no Brasil, já comentado aqui no blog. Nasser Ali é um músico reconhecido, tocador do Tar, instrumento típico da cultura persa. Certo dia, em uma discussão, sua esposa- com a qual havia se casado sem verdadeiro interesse - quebra o valioso instrumento, o que leva Ali a um suicídio premeditado e não muito convencional. O tar, ganhado do seu mestre, era a vida de Ali, por causa da música em si, mas também das lemvranças e do símbolo que ele representa de um acontecimento do passado: sua paixão nunca superada por uma outra mulher.

Marjane narra a decadência emocional, a reação dos filhos - um deles, um pirralho insuportável - e os oito dias que trancorrem desde que Ali decide morrer até o momento em que Azrael, o Deus da morte na mitologia persa, vem ao seu encontro. Mas não não pense que se trata de um dramalhão. Satrapi continua com o humor afiado e com a narrativa da comédia familiar que a consagrou em Persépolis. É a combinação perfeita que faz da autora um sucesso mundial: uma história tocante, muitas vezes fatídica, mas contada de um perspectiva pessoal, empática, sem soar pretencioso. Vale lembrar também que trata-se de uma história auto-biográfica. Nasser Ali era tio-avô de Satrapi, e a história se passa antes mesmo do nascimento da autora.

Antológico!!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

JOE SACCO

palestina2 Aff, tem gente que é gênio mesmo. E nasceu pra fazer algo inteligente e útil na vida. Joe Sacco é o cara!!!. Nascido em Malta, criado na Austrália e EUA ficou conhecido no mundo todo após praticamente fundar um gênero: o jornalismo em quadrinhos. O trabalho mais conhecido são os dois livros da série Palestina (Conrad), em que Sacco exibe com textos e desenhos as nunces do conflito Israel-Palestina. O segundo livro é dedicado exclusivamente à Faixa de Gaza, a região com maior concentração de Palestinos e uma das áreas mais delicadas do conflito.

Pode conferir que é Antológico!!!!

the fixer Outra dica bacana é Uma História de Sarajevo (Conrad), em que Sacco "convive com Neven, um ex-combatente que sobrevive como guia de jornalistas". Este eu ainda não li. Acabei de receber. Vou dar uma olhada e volto aqui pra postar a resenha.

Todos os livros de Joe Sacco lançados por aqui foram editados pela Conrad, esta editora que por pouco não é uma das melhores do Brasil. O catálogo é excelente, repleto de histórias em quadrinhos e livros relacionados à cultura pop. Ao lado, a foto da capa de "Um História..." na edição da Phantagraphics, editora americana de Sacco.

sábado, 10 de maio de 2008

curso de letras: a decadência e algumas considerações finais


Vamos aos fatos: curso Letras em uma faculdade do interior de Minas, minha turma irá se formar daqui a dois meses, número de alunos: 11. Para cumprir o número de horas que devem preencher as atividades como simpósios, palestras, etc, nesta sexta tivemos uma seminário em que assistimos a um filme e fizemos uma discussão primária sobre o mesmo. Absolutamente constrangedor: pouquíssimos alunos presentes, sem falar que os dois professores convidados para o debate não compareceram.

Fato: o curso de Letras daqui a uns anos só estará disponível em universidades federais.

Fato: as faculdades particulares colhem os frutos que plantaram. A crise é geral, as matrículas para o vestibular são mínimas. Estas instituições investiram em um marketing negativo durante todos estes anos em que se proliferaram: investiram na estratégia do aluno a qualquer preço, não há rigor na admissão: "qualquer um passa no vestibular de uma faculdade privada". Deveriam ter investido em excelência, professores bem formados, estrutura adequada, bla, bla, bla, assim seria como uma PUC da vida, que cobra um absurdo de mensalidade, mas que tem uma fila quilométrica de gente querendo entrar.

Fato: Todos querem status, e só tem status que estuda direito, medicina, administração, engenharia...Letras deve estar em penúltimo da lista, logo acima de pedagogia.

Fato: Agora é correr atrás para complementar a formação em uma pós graduação nas federais, pra ter um pouquinho mais de gabarito.

Fato: A maioria não se arrepende, porque afinal de contas, todos aprendemos muito nestes 3 anos e meio. Por mais desvalorizado que esteja o nosso curso - o orçamento para letras é zero - temos o melhor corpo docente da faculdade, com a maioria dos professores sendo mestres e dois doutores. Pena que a gente muitas vezes deixou de lado, não se dedicou como devia.

Fato: Saio feliz porque tenho um curso universitário e ao contrário de muito de meus colegas de trabalho - em uma empresa - li alguns livros, tenho uma bagagem cultural mínima e consigo escrever três linhas de um relatório sem consultar ninguém.

sábado, 3 de maio de 2008

drops do meu artigo de conclusão de curso sobre O Morro dos Ventos Uivantes de Emily Brontë #1

[...]Acima de tudo, é a natureza sui generis do romance de Emily Brontë que provoca uma reação de completa estranheza em comparação com outras obras do mesmo gênero escritas durante a mesma época. Como chegou a escrever Rosseti (apud BLOOM, 2002, p. 333), “é um livro endemoninhado, um monstro incrível, que soma as tendências femininas mais marcantes, de Mrs. Browning a Mrs. Brownrigg . A ação se passa no inferno, e os nomes ingleses atribuídos a lugares e pessoas são mera aparência”.

Trata-se de uma obra que excede qualquer categorização. A partir de um comentário de Bloom (2000, p. 334) fica patente a dificuldade de comparar WH a qualquer outro livro ou mesmo identificar uma referência literária anterior. É um livro único, inesperado na tradição do romance inglês: “Quem seriam os precursores de Emily? A única resposta plausível aponta para alguns romances góticos de importância menor: The Bridgeroom of Barna (anônimo), o anão negro de Scott, e, talvez, mais um ou dois títulos.”.[...]

1 O autor não deixa explicita a referência de maneira completa.
2 A referência a nomes como Mrs. Browning e Mrs. Brownrigg se referem respectivamente a Elizabeth Barret Browning, moralista e conservadora e a criminosa Mrs. Brownigg, executada no século XVIII por chicotear vários meninos até à morte. Ou seja, a obra projeta inúmeras facetas.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

nelson cruz: gênio


Assistindo ao programa Imagem da Palavra na Rede Minas ontem, conheci o trabalho deste ilustrador mineiro aqui de BH, Nelson Cruz. Em colaboração com uma outra autora, Nelson lançou uma coleção de livros com temas da história mineira. Até aqui, tudo muito bem. A questão é que o desenho do Nelson é de deixar a gente sem palavras, eu não tenho adjetivos, simplesmente não tenho. O traço, a sensação meio etérea das ilustrações, é lindo demais!!! Dê uma olhada no site abixo, dedicada exclusivamente à coleção. O acerto da vez é da Cosac Naify, que em termos de qualidade editorial é irrepreensível.
Clique aqui para visitar o site

segunda-feira, 21 de abril de 2008

clarice lispector e a sinceridade literária


Ri muito do meu professor de literatura inlgesa e norte-americana esta semana. Ele é um grande estudioso de Clarice Lispector - foi seu tema no mestrado e no doutorado - e durante a apresentação de um trabalho sobre James Joyce na sala (um trabalho meio relaxado, diga-se de passagem)ele disse a opinião que Clarice uma vez deu sobre o livro Ulisses, esse colosso, que, segundo meu professor é praticamente ilegígel (ele encarou e conseguiu terminar): "é genial, mas chato". Valeu Clarice pela honestidade. Aliás tem muito livro por aí que muita gente acha cult, mas que no vamos ver são insurportáveis, ex.: José Saramago. O tema de seus obras são realmente geniais, mas a maneira de escrever...eu acho difícil, seco. Outro: William Faulkner. Deste eu li apenas Palmeiras Selvagens, me desculpe, mas...nunca mais.
Ah, e que meu professor não leia isso porque ele é aficionado por Saramago, já leu uns 12 livros dele (rs).